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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Os Animais tem Alma?



por Torá e Estudo

Pergunta:

Um animal pode ter uma alma humana?

Resposta:

Não exatamente, mas existe um conceito de "Guilgul". É possível que a alma de um ser humano venha a este mundo no corpo de um animal a fim de atingir sua perfeição.

O animal é motivado por uma alma animal padrão, e a alma humana está aprisionada dentro dela, com pouquíssima oportunidade de se expressar. Quando o animal morre, não é a alma do animal que vai para o céu, mas sim a alma do ser humano que estava no animal.





Espiritismo


A literatura registra, ainda que de forma esparsa, diversos casos de fenômenos paranormais envolvendo animais de espécies variadas – em especial cães, cavalos e gatos –, cujas aparições post-morten provocaram espanto e perplexidade. Nesta obra Ernesto Bozzano apresenta mais de uma centena de casos de fenômenos supranormais, classificando-os conforme o tipo de fenômeno, e baseia-se em uma fundamentação científica para demonstrar a sobrevivência da psique animal em relação à morte do corpo físico, assim como ocorre nos seres humanos. A sua pesquisa é estruturada em duas grandes diretrizes: a capacidade de clarividência de alguns animais em manifestações de seres desencarnados e os casos de aparição post-mortem de fantasmas de animais, percebida por seres humanos e mesmo por animais vivos.


“Todos os seres da criação são filhos do Pai e irmãos do homem... Deus quer que auxiliemos aos animais, se necessitarem de ajuda. Toda criatura em desamparo tem o mesmo direito à proteção”. 

Francisco de Assis  


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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Cães vão para o céu?




por Veja

Associações de defesa dos animais celebraram uma declaração recente de Francisco que seria um atestado de que os animais vão para o paraíso. Assunto, como era de se esperar, é controverso


Cachorro fantasiado de papa participa de desfile na Tompkins Square, 
em Nova York (Timothy A Clary/Getty Images/AFP)

É fato que praticamente tudo o que o sai da boca do líder da Igreja Católica vira tópico para longos debates. Ainda mais quando uma figura popular como a do papa Francisco é quem está diante dos fiéis, sem medo de tocar em temas tabus. Imagine então o alvoroço causado por uma fala de Francisco envolvendo animais?

A fala fez parte de uma recente catequese na Praça de São Pedro, na qual Francisco falou: “É bom pensar no Céu. Todos nos encontraremos lá, todos. (...) A Sagrada Escritura nos ensina que o cumprimento desse projeto maravilhoso não pode deixar de abranger tudo o que está ao nosso redor e que saiu do pensamento e do coração de Deus. O apóstolo Paulo afirma isso de forma explícita, quando diz que “também ela (a criação) será libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus”.

O pontífice falou ainda da renovação do universo e ressaltou: “não se trata de aniquilar o cosmos e tudo o que nos circunda, mas de levar todas as coisas à sua plenitude de ser, de verdade e de beleza”. O jornal Corriere della Sera destacou que as palavras do pontífice “ampliaram a esperança de salvação e beatitude escatológica dos animais e de toda a criação”.
O resultado pôde logo ser verificado nas associações de defesa dos animais. “Minha caixa de mensagens ficou lotada”, disse ao jornal The New York Times Christine Gutleben, diretora da Sociedade Humana, maior grupo de proteção animal dos Estados Unidos. “Quase imediatamente, todo mundo estava falando sobre isso”.

Charles Camosy, professor de ética cristã da Universidade Fordham, em Nova York, considera difícil saber com precisão o que Francisco quis dizer, uma vez que ele falou “em linguagem pastoral que não é realmente feita para ser dissecada por acadêmicos”. No entanto, questionado se as palavras do sumo pontífice haviam provocado debate sobre se os animais têm ou não têm alma e vão ou não vão para o céu, respondeu sem relutar: “Com certeza”.

Contudo, teólogos advertiram para a animação em torno da fala de Francisco. “Todos nós dizemos que haverá uma continuidade entre este mundo e um mais alegre no futuro, mas também uma transformação”, disse ao jornal britânico The Guardian Gianni Colzani, professor emérito de teologia na Pontifícia Universidade Urbaniana, em Roma. “O equilíbrio entre as duas coisas é que nós não estamos em condição de determinar. Por esta razão, eu acho que nós não devemos fazer o papa dizer mais do que ele disse”.

O Corriere lembra que o tema é recorrente na Igreja Católica, e que o papa Paulo VI teria consolado um menino pela morte de seu cachorro dizendo que “um dia, vamos rever nossos animais na eternidade de Cristo”. Por outro lado, o papa Bento XVI disse em uma homilia em 2007 que “em outras criaturas que não são chamadas à eternidade, a morte significa apenas o fim da vida sobre a Terra”.

Vegetarianismo – O debate também envolve certa dose de oportunismo, com Sarah Withrow, diretora da organização pró-animais Peta, dizendo que as palavras de Francisco podem influenciar os hábitos de consumo dos católicos. “Eu não sou uma historiadora católica, mas o mote da Peta é que os animais não são nossos, e os cristãos concordam com isso. Os animais não são nossos, são de Deus”, disse ao NYT.

Dave Warner, porta-voz do Conselho Nacional de Produtores de Suínos, rebateu: “Como aconteceu com outras coisas que o papa Francisco disse, seus comentários recentes sobre todos os animais irem para o céu foram mal interpretados. Eles certamente não significam que abater e comer animais é pecado”.